Como Funciona

O Teisond oferece a cada cidadão verificado um canal permanente para exercer o seu julgamento cívico — expresso como confiança ou desconfiança — sobre qualquer titular que exerça autoridade pública, do primeiro-ministro ao inspetor municipal de obras. Os julgamentos cívicos são agregados num índice público de legitimidade por cada titular. Ninguém sabe como julgou. Todos veem o resultado.

Esta página explica a mecânica. Para o quadro técnico e legal completo, consulte o White Paper.

Registe-se na Plataforma nacional ({country}.teisond.com) e verifique a sua identidade digitalizando o seu documento de identificação emitido pelo Estado (passaporte ou cartão de cidadão) e completando uma breve verificação biométrica de presença — confirmando que é uma pessoa real na posse do seu próprio documento. O processo demora menos de um minuto e funciona em todos os 27 estados-membros da UE. Onde os sistemas nacionais de eID estejam disponíveis e ligados à Plataforma, servem como opção de verificação adicional.

Não existe verificação alternativa. Nenhum registo por email, nenhum login por redes sociais, nenhum número de telefone. Uma pessoa, uma conta — garantido pela identidade emitida pelo Estado que lhe está subjacente.

O que acontece aos seus dados de identidade

O seu fornecedor de verificação envia à Plataforma atributos de identidade confirmados. Estes atributos são imediatamente processados através de um hash criptográfico unidirecional (SHA-256 com salt sazonal). A Plataforma armazena apenas a impressão digital resultante — uma sequência de caracteres que não pode ser revertida para revelar quem é.

O seu nome, número de identificação, data de nascimento e todos os outros identificadores pessoais são descartados no momento do hashing. Nunca entram na base de dados. Nem os programadores da Plataforma conseguem determinar quem é.

O salt criptográfico rota anualmente. Após o período de retenção, os salts antigos são eliminados permanentemente — tornando a identificação retroativa tecnicamente impossível, não apenas proibida por política.

O resultado: a Plataforma pode confirmar que o seu julgamento provém de um cidadão único e verificado — sem saber nem poder descobrir quem é esse cidadão.

Uma vez verificado, pode encontrar qualquer titular no sistema — por nome, cargo, instituição ou jurisdição — e emitir o seu julgamento cívico: confiança ou desconfiança. Só isso. Duas opções. Sem questionários, sem classificações, sem justificações escritas.

Por que binário?

Porque a Plataforma mede a legitimidade — se os cidadãos aceitam a autoridade de um titular — e não o desempenho, a competência ou a aprovação de políticas. Confiança ou desconfiança é o julgamento cívico mais fundamental que um cidadão pode emitir. Demora segundos, não requer conhecimento especializado e não pode ser manipulado através do design sofisticado de questionários.

O que pode fazer

  • Emitir o seu julgamento cívico — confiança ou desconfiança — sobre qualquer titular a qualquer momento.
  • Alterar o seu julgamento sempre que a sua opinião mude. Apenas a sua posição atual é contabilizada.
  • Retirar inteiramente o seu julgamento — regressando a um estado neutro em que nem confia nem desconfia.
  • Eliminar a sua conta a qualquer momento. A sua impressão digital é removida permanentemente. Os julgamentos anteriores permanecem nas estatísticas agregadas, mas jamais podem ser rastreados até si.

O que a Plataforma armazena

Apenas o seu estado atual por titular: confiança, desconfiança ou neutro. O sistema não armazena um histórico das suas alterações. Não existe registo de quando mudou de opinião nem de quantas vezes o fez.

Limites de frequência

Para prevenir a manipulação, as alterações de julgamento estão limitadas a uma por titular por mês. Pode exprimir e atualizar livremente o seu julgamento, mas não pode inundar o sistema com reversões rápidas.

Os julgamentos cívicos de milhares de cidadãos verificados são agregados num índice de legitimidade por cada titular — um único número de 0 a 100, publicado com um intervalo de confiança e a dimensão da amostra.

Como o índice é calculado

A fórmula é simples e pública:

Rácio de Legitimidade = Confiança ÷ (Confiança + Desconfiança) × 100

Se 650 cidadãos exprimem confiança e 350 exprimem desconfiança, o rácio de legitimidade é 65,0%. Os cidadãos que permanecem neutros (nunca julgaram ou retiraram o seu julgamento) não são contabilizados em nenhuma direção — o índice reflete apenas o equilíbrio entre aqueles que escolheram exprimir uma posição.

Cada índice publicado é acompanhado por um intervalo de confiança de 95%, para que os leitores saibam sempre quão estatisticamente fiável é o número. Amostras maiores produzem intervalos mais estreitos.

O que é um intervalo de confiança?

Um intervalo de confiança diz-lhe quão preciso é o número. Se o rácio de legitimidade de um titular é 65% com um intervalo de confiança de ±3%, significa que o rácio real se situa quase certamente entre 62% e 68%. Quanto mais cidadãos exprimem o seu julgamento, mais estreito se torna o intervalo — e mais pode confiar no número.

Pense assim: 65% com base em 200 julgamentos é um sinal aproximado — o intervalo pode ser ±7%, o que significa que o valor real pode situar-se entre 58% e 72%. Mas 65% com base em 20 000 julgamentos é uma medição precisa — o intervalo encolhe para ±0,7%. O mesmo rácio, uma fiabilidade fundamentalmente diferente. O intervalo de confiança é o que torna essa diferença visível.

Limiares de publicação

Um índice só é publicado quando o número de julgamentos ultrapassa um limiar mínimo, definido por país e nível de autoridade. Abaixo deste limiar, a Plataforma exibe "Julgamentos insuficientes" — não um número, não um indicador qualitativo, nada que possa ser mal interpretado.

Frequência de atualização

Os índices são calculados de forma contínua e atribuídos a períodos mensais de publicação. Os gráficos históricos preservam os valores finais de cada período, para que possa acompanhar a trajetória de um titular ao longo do tempo.

O que o índice significa — e o que não significa

O índice de legitimidade reflete a aceitação pública atual da autoridade de um titular. É uma medida da legitimidade percebida — se os cidadãos confiam ou desconfiam da pessoa que ocupa o cargo.

Não é uma avaliação de desempenho. Não é um indicador de aprovação de políticas. Não é uma previsão eleitoral. Não reclama medir se um titular merece confiança — apenas se a tem neste momento.

A Plataforma abrange titulares que exercem autoridade pública em quatro níveis:

N1
Nacional
Chefes de Estado e de governo, membros do parlamento, ministros, dirigentes de agências nacionais.
N2
Regional
Presidentes de câmara regional, membros de conselhos regionais, dirigentes de órgãos executivos regionais.
N3
Municipal
Presidentes de câmara municipal, vereadores, dirigentes da administração municipal.
N4
Local
Titulares que exercem autoridade local direta sobre o quotidiano dos cidadãos — como diretores de escola, chefes de esquadra, inspetores de obras, supervisores de serviços sociais e administradores regulatórios locais.

Para cada titular sujeito a escrutínio público ao nível nacional, existem dezenas a centenas de titulares nos níveis inferiores que exercem autoridade real sobre o quotidiano dos cidadãos. O Teisond abrange-os todos.

Os perfis dos titulares contêm apenas: nome, cargo, instituição, jurisdição e nível de autoridade. Sem biografias, sem notícias, sem comentários.

A Plataforma disponibiliza três níveis de acesso a dados:

Anónimo

Sem registo. Veja um indicador qualitativo — "Maioria confia", "Divididos" ou "Maioria desconfia" — sem valores numéricos.

Cidadão

Gratuito. Veja o rácio de legitimidade em percentagem, o indicador de tendência (crescente, decrescente, estável) e a dimensão da amostra. Suficiente para fiscalização cívica e citação nos media.

Subscritor

Pago — titulares e instituições. Contagens absolutas, análise de séries temporais, comparações com pares, relatórios de anomalias, desagregações geográficas. A subscrição compra profundidade — não tem qualquer efeito sobre o índice.

A Plataforma emprega múltiplas camadas de deteção: monitorização de velocidade (picos súbitos de atividade), análise de agrupamentos temporais (padrões estatisticamente improváveis), deteção de concentração geográfica e ponderação por antiguidade de conta.

Quando são detetadas anomalias, são sinalizadas publicamente — não removidas em silêncio. Uma nota de transparência explica o que aconteceu, para que os leitores possam avaliar a qualidade dos dados de forma independente. A Plataforma nunca elimina julgamentos secretamente nem ajusta números nos bastidores.

As especificações detalhadas dos algoritmos de deteção não são publicadas — para impedir que sejam contornados — mas a existência, o propósito e a abordagem geral de cada salvaguarda estão documentados na metodologia pública. Para a descrição técnica completa, consulte o White Paper.

Os compromissos de privacidade do Teisond não são políticas que possam ser alteradas por uma decisão de gestão. São propriedades estruturais do sistema — impostas pela arquitetura, não pela contenção.

Separação
A verificação de identidade e o julgamento cívico são dois sistemas inteiramente separados. A camada de identidade sabe que um cidadão está verificado — mas não quais os titulares que julgou nem como. A camada de julgamento regista confiança ou desconfiança em relação a um titular específico — mas não tem acesso à identidade do cidadão que a exprimiu. Sem base de dados partilhada, sem chaves comuns, sem mecanismo para associar registos.
Minimização
O esquema da base de dados não contém campos para dados demográficos, filiação política ou padrões comportamentais. Os recipientes para tais dados simplesmente não existem.
Isolamento
Os dados de cada país existem na sua própria infraestrutura independente. Os dados portugueses são armazenados separadamente dos alemães, que são armazenados separadamente dos espanhóis. Não existe uma base de dados central que agregue cidadãos de múltiplos países. Não são possíveis consultas transfronteiriças — os sistemas não estão ligados de forma que o permita.
Residência
Os dados dos cidadãos de cada país são armazenados em servidores no território desse país sempre que possível. Onde o alojamento nacional ainda não satisfaz os requisitos de segurança, disponibilidade e conformidade da Plataforma, os dados são armazenados na UE em infraestrutura adequada à respetiva jurisdição. Em nenhum caso os dados dos cidadãos saem da UE.

Para o conjunto completo de garantias estruturais, consulte o Quadro de Soberania e Confiança →

A metodologia completa de cálculo dos índices está publicada no White Paper — incluindo a fórmula, o método dos intervalos de confiança, os limiares de publicação, as regras de arredondamento e os critérios de sinalização de anomalias. Qualquer pessoa com os inputs agregados pode verificar o output de forma independente.

Cada alteração ao algoritmo, aos limiares de publicação ou aos parâmetros operacionais é documentada no Journal da Plataforma (secção: Registo de Alterações Técnicas) antes de entrar em vigor. Não existem atualizações silenciosas. O Journal da Plataforma contém também notas metodológicas e relatórios de transparência — mas as alterações técnicas são sempre registadas separadamente num changelog dedicado e auditável.

A AGPT Ltd compromete-se com auditorias independentes periódicas abrangendo segurança, metodologia, privacidade e conformidade legal. Os resultados das auditorias são publicados.

A Plataforma produz um sinal. O sinal pertence ao público.

O Teisond é

Um mecanismo permanente de julgamento cívico contínuo a todos os níveis de autoridade pública. É infraestrutura que complementa as eleições, os media e outros mecanismos de responsabilização — sem substituir nenhum deles.

Pense nele como um espelho. Não aquele que lisonjeia ou distorce — mas aquele que simplesmente reflete. Os titulares veem como os cidadãos percebem a sua autoridade. Os cidadãos veem que o seu julgamento, agregado ao de milhares de outros, forma um sinal que o poder não pode ignorar. O espelho não diz a ninguém o que fazer. Mostra o que é.

O Teisond não é

Um substituto das eleições. Não é um mecanismo legal criador de obrigações vinculativas. Não é um partido político nem uma organização de advocacy. Não é uma rede social nem um fórum de debate. Não é um sistema de vigilância. Não é um instrumento de punição ou recompensa.

O que cidadãos, titulares, media e instituições fazem com esse sinal é decisão deles — não nossa. Construímos o espelho. Não dizemos a ninguém o que deve nele ver.

A participação é o começo, não o fim. O Teisond está concebido com um destino específico em mente.

Participa

Emite julgamentos cívicos. A sua participação — e a de todos os outros — cria um sinal público contínuo sobre como a autoridade é exercida.

Torna-se parte interessada

Os participantes ativos ganham direitos de governação. Não como clientes — como contribuidores para uma infraestrutura que pertence a quem a usa.

É proprietário da infraestrutura

A Plataforma está concebida para transitar para a propriedade cidadã. O caminho de governação, o modelo de tokens e o mecanismo de propriedade estão documentados no White Paper (Secção 9).

Próximos Passos